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Experimentando por aí
Experimentando por aí

Bip-bip! Meu quintal no Rio de Janeiro!

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Vamos falar de música popular brasileira? Sim e aquela de raiz.

Há uns 5 ou 6 anos, fui convidado por 3 amigas (Thalita, Natália e Marília) a conhecer um barzinho no coração de Copacabana. Confesso que quando cheguei não dei muita bola pro lugar não, lugar pequeno, fui pedir uma cerveja ao dono e ele me mandou pegar lá no fundo do bar, quase sem olhar pra mim, me senti incomodado. Comecei a conversar com minhas amigas e percebi que elas meio que sussurravam, quando de repente, ouvi uma voz rouca com aquele sotaque carioca arrastado:
“Porra! Vocês vieram aqui pra conversar ou pra ouvir samba.”
Estava eu apresentado ao esporro do Alfredinho, esse é o nome do dono do bar. Ainda meio sem entender o que estava acontecendo fui experimentando e descobrindo as peculiaridades do Bip-bip.

Bip-bip! Meu quintal no Rio de Janeiro! O samba e o choro.

Não não conversamos muito, quando acontece tem que ser sussurrando mesmo – agora entendi minhas amigas – ao final das músicas, ao invés de aplausos, usam-se estalos de dedos para não incomodar a vizinhança, já que é uma região residencial.

Bip-bip! Meu quintal no Rio de Janeiro! O samba e o choro.

E a música? Cara, é a melhor música que já ouvi na minha vida. Sem amplificação, no gogó mesmo, todo mundo canta junto. O astral – embora pareça estranho, pelo jeito sisudo do Alfredinho – é sensacional. A cerveja, lá vende-se Heineken, Brahma e Amstel (R$ 6), e sim, tem que ir ao fundo do bar pegar no freezer, mas é geladíssima.

Sobre Alfredinho? Ah, ele é um cara do caralho, carinhoso – só tem a cara de mau – trata todos muito bem, ao seu modo. Enfim, eu poderia ficar horas e horas falando do Bip-bip, mas o post já está muito longo, desses 6 anos pra cá eu vou pelo menos 1 vez pro ano e já apresentei e indiquei pra uma porção de amigos. Se tiver oportunidade vá sem medo de errar.

 

Bip-bip! Meu quintal no Rio de Janeiro! O samba e o choro.
Foto Carta Capital

Bip-bip! Meu quintal no Rio de Janeiro! O samba e o choro.

Bip-bip! Meu quintal no Rio de Janeiro! O samba e o choro.

Eita, peraí! Já estava me esquecendo, você corre o risco de encontrar alguns amigos do Alfredo lá como, Francisco (Como ele chama o Chico Buarque), Milton Nascimento, Beth Carvalho, entre outros.
E aí, vamos experimentar?