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Experimentando por aí
Experimentando por aí

Bora para Serra Catarinense!? Bora!!!

Olá leitores do Experimentado por aí, eu a sou Rafaela, jornalista e neste post colaboradora. E estou aqui para falar um pouco sobre minha primeira viagem para Santa Catarina. E vou contar para vocês um pouco da experiência de fazer Turismo Rural! WTF?!?!

Isso mesmo, durante essa temporada em Santa Catarina, antes mesmo de ficar nas belas praias de Floripa, subimos (Fabiane e eu, minha parceira de viagem) a serra e conhecemos dois municípios (Urubici e São Joaquim) bem interioranos em companhia do tios da Fabiane, o Tadeu (que nasceu na região) e a Maria Tereza.

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E a primeira parada foi em Urubici (170 km de Floripa e 11 mil habitantes), onde ficamos na Pousada Arroio da Serra (R$ 140,00 a diária com toda refeição inclusa). E assim, como outros sítios, a família que cuida dessa pousada, viviam exclusivamente da agricultura familiar, mas decidiram investir no turismo rural e construíram alguns chalés para receber os turistas nos finais de semana, que vão em busca de descanso e ar puro, mas também aventura, passeios ciclísticos, cavalgadas, tirolesa e arvorismo.

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E nesse trabalho conjunto, através do projeto Acolhida na Colônia (http://acolhida.com.br/), esses agricultores há 7 anos conseguiram transformar a cidade pacata e que já sofria com a baixa economia, em um dos pontos turísticos mais disputados de Santa Catarina. E nos finais de semana os mais de 2 mil dormitórios com uma variedade de preço e qualidade, ficam lotados durante o ano todo, seja para curtir a natureza ou para ver neve nos picos do frio.

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Quando chegamos lá eu não fazia ideia do que esperar, a não ser por algumas buscas na internet por pontos turísticos. Mas além disso, pude conhecer o dia-a-dia das famílias serranas, experimentar a verdadeira comida caseira, com frutas e verduras colhidas no quintal e uma hospitalidade incrível.

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Primeira Parada – Colheita da Maçã

Urubici e São Joaquim são nacionalmente conhecidas pelas plantações de maçãs. E por todo o caminho o que passávamos o que não faltava eram pomares. E neste ano os agricultores estavam em festa, pois foi a melhor colheita nos últimos 20 anos, graças ao inverno aconteceu no tempo certo.
Então, aproveitamos para ir a uma das fazendas para ver como era um pé de maçã de perto (nada a haver com os meus desenhos de escola) e de quebra ganhamos uma caixa cheia delas. E não tem como comparar o sabor com a que compramos no mercado, pois é muito mais suculenta.
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Depois seguimos para a uma cooperativa que fazia a separação das frutas. Simplesmente fantástico ver como as maçãs eram separadas por tamanho e qualidade, e triste foi ver que as maçãs, do tipo do filme da Branca de Neve, vão todas para exportação. E as que sobram a gente compra como se fosse da Turma da Mônica.
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A cidade de Urubici

Fiquei simplesmente encantada com as casinhas coloridas espalhadas por quase toda cidade, parecendo mesmo colônias europeias. Então, entre os pontos principais, passamos pela igreja que fica no centro, no posto de gasolina (que fica na frente da igreja) que é um verdadeiro museu de itens relacionados a carros. E dentro do posto, um café muito legal e todo personalizado.

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Quando bateu a fome, seguimos para o restaurante Santo Antônio, quem tem um ambiente bem rústico. Lá experimentei pela primeira vez a truta (R$ 58,00) e preparada de várias maneiras, acompanhada por uma das melhores cervejas artesanais de Santa Catarina, a Saint (R$9,00).

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Ainda falando em comida, nos dois dias que ficamos no município, aproveitamos para ir ao Café Colonial tomar um chá da tarde (R$ 20,00 por pessoa) repleto de guloseimas caseiras (toucinho do céu, bolos, geleias, waffles… muitos waffles) feitas pelas tias e avós da casa e alguns doces típicos da Alemanha. Era até difícil de escolher!

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Pontos Turísticos

Como havia falado antes, as únicas coisas que eu sabia sobre Urubici era os pontos turísticos. A Pedra Furada foi um dos primeiros lugares que visitamos (com autorização do ICMBio). Essa serra (1.822 metros de altitude) tem um dos mais belos cânions do Brasil. E em dias de céu de brigadeiro é possível ver até o mar, e nos inverno o lugar já registro a menor temperatura do Brasil, que foi de -17,8° C em 1996.
Depois passamos pelo Véu de Noiva (tão bonita quanto a que temos na Chapada dos Guimarães), que no inverno costuma congelar. E também na cachoeira do Avencal, onde dá para fazer arvorismo e brincar na tirolesa.

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Outro ponto legal de conhecer é a Serra do Corvo Branco, nós passamos por ela na ida, mas não recomendo para quem não conhece a região, pois tem uma estrada bem perigosa, cheia de curvas e precipícios sem proteção. Mas se você é aventureiro, não deixe de ir, principalmente se tiver uma moto. Pois essa região é um delírio para os motoqueiros, que por onde passam deixam seus adesivos pelos restaurantes e pousadas.

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Bom, Urubici é mais ou menos isso. É uma cidade aconchegante para quem busca tranquilidade, mas quem curte aventura, trilha e emoção ao ar livre, também tem programação. Tanto que a cidade é sede do DesaFRIO (http://www.ecofloripa.com.br/desafrio), que é um triatlo que acontece no mês de junho e reúne diversos atletas (explicado por que a cidade recebe tanto aventureiro).

Pois é, ficou faltando falar sobre São Joaquim. Mas essa cidade vou deixar para o próximo post, que vai ter uma sessão especial sobre como é conhecer um Vinhedo.

Não se esqueçam de me contarem o que acharam dessa experiência, e de nos sugerirem o que fazer usando a #experimentandoporai e/ou marcando @experimentandoporai no instagram. Quando você usa a hashtag, sua foto ou vídeo aparece aqui no blog (se seu perfil for público). Se quiser também pode nos enviar ou nos marcar pelo Facebook (www.facebook.com/vamosexperimentar).

E aí, vamos experimentar?

rafaela_2Rafaela Souza, uma cuiabana com muito orgulho, mas que não pensa duas vezes quando o assunto é conhecer um lugar novo. É formada em jornalismo, apaixonada por assessoria de comunicação e viciada em política. Adotou Rondonópolis como cidade do coração, onde trabalha como assessora do IFMT desde 2015.