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Experimentando por aí
Experimentando por aí

Workshop de Cozinha Contemporânea

Fala galera, tudo tranquilo? Essas duas semanas passadas foram bem corridas, mas cheias de coisas especiais e surpresas. O blog foi indicado por pessoas e sites que tenho como referências (Thaylise, Michelle Bueno, Célia Alves, Olhar Conceito e FolhaMax), muito obrigado a todos. “Ah Marquinhos, mas está falando isso agora?”. É que foi através dessas indicações que o Blog tomou uma visibilidade maior e começaram surgir novos convites, como esse para participar do Workshop Gastronômico de Cozinha Contemporânea do UNIVAG, ministrado pelo Chef Fernando Mack. Aceitei esse convite, mas ainda estava sem entender como seria. Só sabia que teria uma comidinha marota pra experimentar e o cardápio seria (enquanto eu o lia, rolava aquela água na boca. Ai ai): Chips de farinha de Poxoréu e revirado cuiabano (entrada), Pintado do Pantanal, em plataforma de mandioca e molho aglutinado de mojica (principal) e Creme do Cerrado em base de Castanha da Amazônia de Mato Grosso e aroma de Baunilha de Chapada dos Guimarães (sobremesa). Você sabia que tem baunilha em Chapada? Eu não.

Foto: Anamaria Bianchini
Foto roubada da coluna Anamaria Bianchini  ?

Quando cheguei ao evento, fui muito bem recebido pela equipe e encaminhado para uma sala onde estavam os convidados. Entre um papo e outro fui descobrindo que era um evento restrito à imprensa. Alguns minutinhos depois, o Chef entrou na sala e começou a explicar o objetivo do evento e como seria a experiência da noite. Segundo ele, o Workshop foi pensado para mostrar a estrutura da Cozinha Experimental do curso de gastronomia que é, em sua opinião, um dos 3 melhores do Centro-Oeste.

fernando_mack

Após essa apresentação, fomos para a cozinha. Confesso que já estava bem curioso pra conhecer. E com vontade de experimentar o cardápio logo, né? O gordinho aqui até chora num peixinho. Entramos e no começo já veio o primeiro impacto. Esperava uma cozinha quente, por conta do preparo dos pratos, mas não, o ambiente estava climatizado. Fiquei impressionado com a estrutura, e não, isso não é um post patrocinado. O caras mandaram muito bem mesmo.

cozinha_experimental_univag

Chegou a hora da comida. Já estava na hora né? ?

Cada um foi pra seu lugar para sermos servidos. Quando sentei, percebi que tinham 4 taças – pah, pânico no gordinho – gosto de vinhos, até conheço alguns, mas não sei qual combina com o que, ou qual taça usar. Enquanto pensava isso, o Fernando Mack anunciou a presença dos sommeliers (é assim mesmo que se escreve? Enfim) da Casa Valduga que iriam harmonizar os pratos com vinhos nacionais, ufa ? ?. Respirando aliviado me serviram a entrada: “Chips de farinha de Poxoréu e revirado cuiabano” acompanhado do espumante Gran Extra Brut. A ideia era colocar o revirado sobre o chips e comer com as mãos mesmo. Muito bom o sabor. O revirado estava bem saboroso e o espumante combinou – na opinião de quem não entende nada hauhauhauahuhua. Uma coisa que não saia da minha cabeça era experimentar esse revirado com uma boa bananex. Quem me conhece sabe que sou apaixonado por esse chips regional.

entrada_chips_farinha_poxoreu_revirado_cuiabano

Na seqüência, veio o prato principal – a estrela da noite – eu já não aguentava mais esperar. O “Pintado do Pantanal, em plataforma de mandioca e molho aglutinado de mojica” estava vindo na minha direção e parecia àquelas cenas de filme em câmera lenta, ???. Ta, parei. Ele foi harmonizado com o vinho branco Leopoldina Chardonnay. Caras, quase comi antes de tirar a foto pra vocês. Quando dei a primeira garfada, a sensação foi animal. Eu, de verdade, nunca comi um peixe com esse sabor – e eu já comi peixe nessa vida – o tempero era muito incrível, era levemente picante, muito bom mesmo. Dava vontade de comer uns 10 pratos desses aqui.

prato-principal_pintado_do_pantanal_2

Agora era a vez da sobremesa, e adivinha, o meu telefone descarregou. Mais que depressa já corri em uma amiga (Renatinha) que estava lá e pedi uma foto pra ela. Pronto, já tinha como mostrar pra vocês. Como disse no início, a sobremesa era “Creme do Cerrado em base de Castanha da Amazônia de Mato Grosso e aroma de Baunilha de Chapada dos Guimarães”, com o vinho tinto suave Naturelle, eu acho (digo isso, pois estava sem celular pra anotar). Essa sobremesa tinha um sabor muito leve e agradável, o que me surpreendeu, pois quando soube que seria creme de baunilha, fiquei com receio de ser enjoativo. A farofa de Castanha do Brasil dava uma crocância muito massa, fechando o jantar em alto nível.

Foto: Renata Mendes
Foto: Renata Mendes (ufa, me salvou)

Fui até o Chef para parabenizar pelo jantar e agradecer o convite. Nesse momento, ele me disse que havia sido indicado pelo Food Hunter, doDestemperados, Gabriel Lucas, e pela empresária Flávia Costa, da agência WebFlavia 360º. Fico muito honrado com as indicações. Muito obrigado pelo carinho.

universidad_san_ignacio_de_loyola

Antes de terminar, preciso citar algo que achei muito daora. Além da estrutura física, o curso conta com uma parceria com a Universidade de San Ignácio de Loyola, localizada em Lima (Peru), que tem assinatura de Paul Bocuse. O cara só é um dos principais chefs do mundo. E daí? Daí que os alunos farão cursos de extensão por meio dessa parceria.

E aí, vamos experimentar?